UMA LINDA HISTORIA DE AMOR

UMA LINDA HISTORIA DE AMOR
Olá, meu nome é Guilherme, 20 anos, estudante de Arquitetura. Geminiano, um cara tranquilo, timido e talvez um pouco engraçado. Gosto de ler bons livros de romances e com isso nasceu uma nova paixão em mim que é escrever. Minha primeira e única experiência como escritor até hoje é um Conto/Web chamado: O Filho do Amigo do Meu Pai, é uma história baseada em alguns fatos reais da minha própira vida. O texto original, começou a ser escrito oficialmente, numa comunidade do site de relacionamento do Orkut . É umas das históias mais lidas e mais comentadas da comunidade!

sábado, 19 de novembro de 2011

CAPITULO 11

O dia seguinte amanheceu com chuva, não era muito forte, mais estava bastante frio e nublado. Fiquei com duvida se ia pro colégio ou não, eu estava um pouco com preguiça. Meu pai tinha chegado em casa de manha quase de madrugada e levado o Gustavo pro quarto dele.
Me levantei ainda cedo, acho que umas 05:30 da manha, desci pro andar de baixo arrastando meu edredom comigo, e fiquei na sala sentado no sofá criando coragem pra ir tomar banho. Tudo estava meio escuro ainda, eu sou meio maluco as vezes, meu pai quase teve um infarto quando me viu sentado no sofá todo enrolado no meu “paninho”. Eu ri com o susto dele que percebeu que eu era quem estava ali.
- Que ta fazendo ai, desse jeito? – perguntou ele colocando a mão na minha testa.
- Eu não nada, so to criando coragem pra ir pro banho. – falei convencendo-o que eu não tinha nada. Meu pai era muito cismado com essas coisas.
- Hoje vai ter alguma coisa importante na escola? – perguntou ele sentando no sofá.
- Não sei, mais eu vou, tenho umas coisas pra resolver la. – eu disse lembrando-me que queria ver a Bia e o Lucas se olhando. Depois daí eu subi pro meu quarto e fui me aprontar, como eu tinha bastante tempo, abusei do chuveiro, fiquei quase uma hora la em baixo, a água estava morna, difícil de resistir.
Enquanto eu me vestia e arrumava a mochila, eu fui ligando pro Lucas pra saber se ele ia a aula. Não precisou chamar nem duas vezes e ele logo atendeu.
- Vai pro colégio hoje?- perguntei num to preguiçoso.
- Eu já to pronto, você ainda ta dormindo seu safado? – perguntou ele rindo.
- Não, já to pronto também, so to muito preguiçoso hoje. – disse entre um bocejo. – Pode vim, meu pai vai levar agente. – eu disse e ele afirmou já estar a caminho. 
Desci e meu pai já estava tirando o carro da garagem, o Gustavo estava dentro dele. Realmente o dia estava completamente frio, tive que vestir uma camisa por baixo da farda da escola e um casaco sobre tudo preto estilo militar. Era um dia perfeito pra mim que amava o frio. O Lucas chegou logo, e então entramos no carro. Ele tambem usava um casaco, parecia bem mais quente que o meu.
No caminho da escola, o Gustavo acabou comentando a bagunça que agente havia feito na noite passada, meu pai começou a fazer um monte de perguntas, acho que desconfiando que agente tinha bebido, chamado alguém e tal, ele sempre foi muito, mais muito cuidadoso mesmo nesses assuntos.
Chegamos no colégio, logo eu e o Lucas trocamos olhares quando vimos a Bia parada no portão olhando atenta na nossa direção. Saimos, a chuva estava um pouco mais forte então tivemos que correr pra não ficarmos todos encharcados. Ela riu um pouco, nem sei do que, ver alguém correndo por causa da chuva não era motivo de risos. Quando subimos a calçada do colégio Lucas já não olhava mais pra ela.
- No intervalo eu te procuro. – falou ele entre dentes, quase um sussurro. Lucas passou direto pela Bia, sem se quer a olhava, fiquei meio tenso com aquilo mais tentei passar tranqüilidade.
- Nossa... – a Bia disse meio espantada. – Ele ta bravo comigo? – perguntou ela num tom desanimado.
- Um pouco, mais liga não, da um tempo a ele. – eu disse tentando manter ela afastada dele. Ela não disse mais nada.
Aquele dia quase nenhum aluno foi pra escola, da minha turma so tinha eu, a Bia, a Samantha e mais uns seis ou sete alunos. Foi um pouco estranho porque cada uma delas se sentou do meu lado, e era como uma disputa entre as duas que pareciam querer minha atenção so pra elas. Comecei a ficar um pouco irritado porque eu queria prestar atenção na aula mais estava completamente impossível com as duas ali. 
A professora saiu da sala por um momento, ela estava adiantando aula na sala vizinha que era a sala do Lucas.
- Gui, que vocês fizeram quando fui embora ontem? – a Samantha perguntou pra mim enquanto eu copiava a matéria.
- Não, não, o Lucas foi embora logo depois de você. – eu disse tranqüilo.
- Você foi na casa dele ontem? – perguntou a Bia um tanto curiosa. Eu fingi não prestar atenção nelas.
- Fui sim, fiquei quase a tarde toda la, eu, o Lucas, o Gui e o irmãzinho fofo dele. – a Samantha falava como se tivesse provocando a Bia. Olhei a Bia disfarçadamente pra ver a cara que ela faria, mais ela apenas revirou os olhos. Olhei a Samantha e ela piscou pra mim, foi ai que eu vi que ela fazia aquilo de propósito.
A professora entrou na sala, atrás dela o Lucas vinha com mais um grupinho de alunos. Fiquei olhando sem entender, Lucas pegou uma carteira e olhou pros meus dois lados e me olhou nos olhos, eu sabia que aquele olhar era um olhar tremendamente furioso, e acabei rindo sozinho. Ele colocou sua carteira atrás da minha, sem em nenhum momento olhar pra Bia, ele cumprimentou a Samantha e depois deu um Oi pra ela meio seco. Ela não percebeu, tambem, nem parava de ficar admirando ele. Menina apaixonada é assim mesmo, nunca consegue disfarçar. 
- Eu resolvi juntar as duas turmas, assim vocês podem irem pra casa mas cedo. – informou a professora. Estava explicado a presença da turma do Lucas ali. Eu e ele não trocamos muitas palavras, falamos apenas sobre a matéria que se passava na aula.
Quase no fim da aula a Bia se virou, ficando de frente pro Lucas, tive vontade de olhar-lo pra ver a cara dele mais fiquei parado fingindo olhar pra professora que explicava a matéria.
- Você ta bravo comigo? – perguntou a Bia pro Lucas. Não ouvi a voz dele por um instante, mais ele respondeu.
- Não, porque? – falou o Lucas. Notei que a Samantha sim prestava atenção nos dois.
- Você ta distante de mim. – a Bia falou num suspiro.
- Impressão sua. – o tom do Lucas estava meio sarcástico.
- Tudo bem. – disse a Bia voltando a prestar atenção na aula. Eu fingi que ia pegar meu celular na mochila e aproveitei pra olhar pro Lucas que disfarçou um sorriso no canto da boca pra mim. Eu pisquei pra ele e acabei vendo que ele estava escrevendo alguma coisa que não era a matéria do quadro. Ele percebeu que eu tentava ler e virou o caderno, impedindo que eu lesse o que tinha escrito. Lucas fez uma careta desaprovadora pra mim e eu o fuzilei com o olhar.
Quando a aula acabou, fomos informados que não haveria mais aula aquela semana, não lembro bem qual era o feriado, mais mesmo assim todo mundo gostou da noticia. 
Todo mundo começou a arrumar as coisas pra ir pra casa, fiquei fazendo um pouco de manha com minha mochila pra ver se eu conseguia ficar sozinho com o Lucas na sala, mais não teve jeito, as duas ficaram esperando agente.
Me despedi da Bia e da Samantha, o Lucas apenas deu um sorriso rápido pras duas e foi me acompanhando. Acabamos indo a pé pra casa, a chuva estava fraquinha, apenas uma neblina fraca, no caminho Lucas ficou reclamando, dando um de ciumento. Eu apenas ria tentando não levar aquela pequena briga a serio.
- As vezes eu acho que a Bia e a Samantha gostam de você. – exclamou Lucas.
- Nunca ficaria com nenhuma das duas. – eu afirmei.
- É o que você diz... – provocou Lucas. Eu não respondi. Fomos o resto do caminho calados, eu não quis mais tocar no assunto com ele porque ele era muito cabeça dura, era difícil abrir mão de sua própria razão. Quando íamos chegando em casa eu fui atravessar a rua pra ir pra minha, mais ele segurou minha mochila, fazendo com que eu voltasse.
- Que foi? – perguntei num tom serio.
- Não tem ninguém na minha casa. – disse ele com se rosto angelical.
- E...
- Queria ficar sozinho com você um pouquinho... – Lucas falava como se estivesse carente. Pensei por um instante se ia ou não, mais era difícil dizer não quando ele fazia aquela cara de bebe safado. – Prometo que vou me comportar. – jurou ele. Eu revirei os olhos e comecei a seguir-lo. Fizemos todo um esquema pra ter cuidado em meu pai não me ver entrando na casa dele e achar que estávamos matando aula. 
Realmente não havia ninguém em casa, o Renato devia estar no hospital e segundo o Lucas era a folga da empregada. Fomos pro quarto dele, eu larguei minha mochila em cima de cama e me deitei na maior mordomia. Lucas foi ligar a TV do quarto dele e logo depois veio correndo na minha direção e depois se jogando. Ele pois seu rosto escondido na minha nuca, tanto meu cabelo como o dele estavam ensopados devido a chuva fraca.
- O que você ta fazendo? – perguntei quando senti o Lucas ir tirando o meu casaco.
- Calma, so vou tirar porque ta todo molhado. – disse ele. Ajudei ele a tirar e fiquei apenas com a duas camisa que eu usava por baixo. Logo ele tirou o dele também e voltou pra cama onde eu estava.
Se não me falha a memória, naquela manha tinha acabado de começar TV globinho, o Lucas era fanático por desenho animado. Enquanto eu quase cochilava assistindo, ele se matava de rir assistindo o Bob Esponja. Sinceramente, não sei o que ele via de tão engraçado nesses desenhos, as vezes eu ria, mais do desenho, e dele que parecia um moleque de cinco anos de idade.
Em certo ponto, ele desligou a TV, a chuva tinha começado e engrossar mais uma vez e estava começando a relampear, ajudei ele a fechar todas as portas da casa e as janelas tambem. Liguei pro meu pai avisando onde eu estava e ele nem ligou. Depois de tudo isso voltei pro quarto do Lucas com ele, ele foi logo me empurrando na cama, fazendo com que eu caísse deitado e foi subindo em cima de mim. 
- Ei, você disse que ia se comportar pow... – eu reclamei tentando não rir. Ele fez um bico me dando um selinho.
- É difícil me controlar com você ué... – disse o Lucas. Ele foi saindo de cima de mim e deitando-se ao meu lado. – Gui...
- O que foi Lucas? – perguntei olhando-o.
- Você acha que ta preparado? – os olhos dele brilhavam,
- Preparado pra que? – perguntei ainda sem saber do que ele falava.
- Você sabe... – as bochechas dele ficaram rosadas.
- Ah... – fui lembrando.
- Então? – ele parecia bem curioso. Parei pra pensar um pouco no que eu daria como resposta, acho que nem eu sabia se eu estava preparado ou não pra uma primeira e verdadeira noite de sexo com o Lucas. De certa forma, meu medo que antes era gigante, havia passado um pouco, claro que por causa dos fatos acontecido no meu quarto e no beco da minha casa. Mias transar mesmo, sexo por completa, era um pouco assustador pra mim.
- Não sei Lucas... acho que tenho medo. – respondi desviando meu olhar pro teto. Não ouvi sinal de sua respiração.
- Medo eu tambem tenho, mais e vontade? Você tem? – ele perguntou cauteloso.
- Vontade é claro que tenho... – respondi tranqüilo.
- Eu tava pensando, vamos ter quatro dias de férias, pensei em pedir ao meu pai pra deixar agente ir pra chácara dele perto da praia. – a voz do Lucas vinha totalmente mansa, como se não quisesse causar qualquer impacto com a minha. 
- Chácara? Só eu e você? – perguntei um tanto confuso. Do nada o sonho do outro dia tinha vindo na minha cabeça, seria algum sinal?
- É, ele deixaria numa boa, claro que se agente prometesse não beber nem nada, muito menos dar festas... – explicou Lucas.
- Não sei se meu pai ia deixar, tem o meu irmão. – inventei uma desculpa. Fui pego de surpresa com o olhar sombrio do Lucas, ele sabia que eu estava o enrolando.
- Você tem duas avós Guilherme... – rebateu ele. Eu me sentei rápido na cama, ele seguiu meu movimento.
- O caso é que... não gosto de sentir dor Lucas... – eu disse um pouco com vergonha. Ele não entendeu.
- Dor? – perguntou ele confuso.
- Já vi muita gente comentando que dói na hora... é... – gaguejei um pouco.
- Na hora de dar a bunda? – ele falou me fazendo arregalar meus olhos.
- Legal... – eu falei ainda não acreditando na tranqüilidade dele.
- Não dói não, eu te garanto... – disse ele firme.
- Você já deu por acaso? – perguntei serio. Ele riu.
- Claro que não, quer ver como é fechadinho? – dessa vez foi um tom extremamente safado.
- CALA A BOCA. – eu falei bravo. Ele se intimidou um pouco.
- Desculpa. Mais então, vai? – insistiu Lucas.
- Vou falar com meu pai primeiro. – eu disse me levantando da cama. – Deixa eu ir agora, antes que a chuva fique mais forte. – eu já fui pegando a mochila e colocando nas costas. 
- Não vai me dar um beijo antes? – perguntou ele. Eu fingi que nem escutei e continuei andando. Eu ia descendo a escada quando escutei umas passadas fortes o Lucas pelo corredor, deduzi que ele vinha correndo. Não sei como eu consegui, mais eu dei um salto quase da metade da escada ate o ultimo degrau, meu pé doeu um pouco mais continuei andando rápido. Lucas vinha descendo a escada a mil, fiquei tentando a abrir a porta da frente mais eu tinha esquecido que ele estava com a chave. Desisti na hora, ele me encoxou na porta de uma maneira que eu não escapasse e me arrancou um beijo, quase que a força, mais acabei cedendo a aqueles lábios gostosos. Ficamos num profundo amasso ali mesmo, ele tentou em algumas vezes me arrancar ate o sofá da sala mais eu resistia, querendo apenas seu beijo. Depois de minutos ali, ele deu uma bobeira e eu acabei pegando a chave sem que ele perceber-se e fui abrindo a porta enquanto ele me beijava faminto. Quando tive certeza de que dava pra escapar e o empurrei fazendo-o achar que ia pro sofá, mais abri a porta o mais rápido que pude e sai correndo, pra minha sorte o portão da garagem estava aberto. Olhei pra trás enquanto eu atravessava a rua , ele estava parado com a cara fechada me olhando ir.
- Depois te dou beeeeem mais. – falei num tom que ele pudesse ouvir. Ele acabou abrindo um sorriso.
- Vou cobrar. – ele gritou, eu ri e entrei em casa.